2010: Vala comum com 72 migrantes encontrada em Tamaulipas. A maioria baleados. Alguns espancados até à morte. Desde então, as valas só ficaram maiores. Os cartéis financiam-se através das vendas de cocaína - incluindo em Berlim.
A escala da violência
- •Mais mortes do que a Guerra do Iraque
- •53 mortos por dia. Todos os dias. Durante 18 anos.
- •110.000 desaparecidos. Oficialmente. Ninguém sabe o número real.
Quem morre?
- Jornalistas - 15 assassinados em 2022 só no México. A maioria dos casos não resolvidos.
- Autarcas - 35 candidatos abatidos antes das eleições de 2021. Não cooperes, morres.
- Ativistas - Marisela Escobedo procurou o assassino da filha. Baleada em frente ao palácio do governo.
- Todos os outros - Uma família no autocarro errado. Um estudante na cidade errada. Uma criança em frente à casa errada.
As valas
Em Jalisco, mães escavam elas próprias. As autoridades já não procuram. Com pás e varas de metal perfuram a terra. O cheiro revela os locais. 2.000 ossos num ano. Numa província.
Colômbia
60 anos de guerra civil. 260.000 mortos. Quatro milhões de deslocados. FARC, AUC, cartéis - todos venderam cocaína. A paz de 2016 não durou. Novos grupos, velhas rotas, mesmo produto.
Em Culiacán, famílias procuram os desaparecidos. Algumas há anos. 110.000 pessoas oficialmente desaparecidas. A maioria dos casos: não resolvidos. Os que procuram frequentemente encontram apenas ossos.
Como os cartéis governam
Em Michoacán, decidem quem planta abacates. Em Guerrero, quem usa a estrada. Em Tamaulipas, quem vive.
- Dinheiro de proteção de todos os negócios. Paga ou arde.
- Rapto como fonte de rendimento. 1.500 euros por dia de resgate.
- Corpos em pontes como mensagens para competidores.
- Vídeos de tortura na internet. Para dissuasão.
Berlim está longe. Mas o dinheiro encontra o caminho de volta.